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sábado, 21 de outubro de 2017

A incompetência e responsabilidade de quem governa, pá.

Expresso de hoje, um jornal que tem sido o melhor no relato e análise do que se passou nestes meses de incêndios.  Basta ler este artigo para entender a incompetência de António Costa nesta matéria e a sua imensa responsabilidade naquilo que aconteceu.
É iniludível.


E basta ler este pequeno depoimento de um antigo guarda-florestal, do tempo do fassismo para se entender a diferença entre a competência do regime de Salazar/Caetano e a anedota que hoje é o actual Governo.
Para preservar o pinhal de Leiria, secular e emblemático, o regime de então, em 1960 tinha Armando Clemente, hoje com 82 anos e mais 22 colegas de profissão, para os 11.096 hectares de pinheiro que lá havia. "As mulheres faziam a limpeza da mata com foice e enxada. Cheguei a andar com grupos de 25 mulheres".

Não é preciso dizer mais nada para explicar a incompetência actual desta gente que nos governa, pá...




Juristas para as ocasiões

Este é um dos nossos penalistas caseiros que no tempo de Guterres  ajudou a fazer umas reforminhas penais, a preceito e pouco apreciadas por quem de Direito.

Na época do Face Oculta defendeu publicamente que as escutas fortuitas em que um primeiro-ministro é apanhado em flagrante delito criminoso, seja ele qual for, mesmo um homicídio,  valem zero se não forem autorizadas previamente por um presidente do STJ.

De algum modo, percebe-se porquê...



Por outro lado, na página seguinte, o Público mostra o actual presidente da Comissão de Direitos, Liberdades e Garantias, Pedro Bacelar de Vasconcelos, como um amigo, pá, de José Sócrates que se prestou à ocasião do lançamento do último livro do autor que parece será sobre "drones", um tema aliciante para o tal Vasconcelos apresentar.



Este Vasconcelos não admite que a sua amizade com José Sócrates, pá, o condicione na apreciação do diploma sobre os Estatutos do MºPº .
Evidentemente, condicionar, condiciona, mas é bom que isso se saiba. Melhor que não saber...portanto a aparição pública do dito foi útil, nesse aspecto: sabemos que não é isento nessa matéria.
É mais um jurista para a ocasião. O problema é que aparentemente não tem vergonha nenhuma de aparecer nestes preparos. Resta saber porquê, se é um problema de carácter ou de feitio.

Galamba, pá, um porta-voz do PS, pá.



 Segundo o CM de hoje, que transcreve parte de escutas telefónicas entre João Galamba e José Sócrates, de uma conversa ocorrida em 8 de Outubro de 2014, alguns dias antes da detenção deste no aeroporto, aquele Galamba foi avisado por um amigo chegado, do CDS, acerca de algo que poderia acontecer por aqueles dias ao dito Sócrates. O tal amigo chegado do CDS não sabia o que seria, mas apenas que teria impacto mediático. E vai daí, pá, avisou o amigo Zé Sócrates, pá. 

Em resumo: alguém no processo violou o segredo de justiça e tal violação aproveitou a um arguido.  Sobre esta violação nunca se ouviu uma palavra do tal Galamba, um patifório notório da baixa política do PS. É ainda  porta-voz do dito partido e tem uma concepção instrumental do princípio do segredo de justiça e do seu uso cirúrgico. Escreveu assim na loca infecta:

 1) Há um conjunto de pessoas que têm informação privilegiada sobre um determinado processo e que usam o seu poder plantando notícias nos jornais. Esta prática constitui um abuso de poder, pois viola o "contrato social" que rege a sua profissão.



2) Perante a violação cirúrgica e interessada do segredo de justiça, os seguidores do "isto é uma questão política" desvalorizam o modo como a informação é produzida e centram-se exclusivamente no seu conteúdo: "diz-se que se falou do amigo joaquim", "diz-se que existem indícios de práticas de crime". Diz-se. Ponto. E, perante isto, exigem que o primeiro ministro esclareça as dúvidas todas.

 Como se vê pela escuta acima transcrita, recebeu um aviso de um seu amigo chegado do CDS ( "essa gente, pá!") e passou-o ao seu amigo Zé Sócrates. Colaborou activamente na violação de um segredo de justiça, embora não cometesse crime algum. Mas cometeu outro delito: o de suprema hipocrisia porque se fartou de denunciar a violação de segredo de justiça, também em casos em que tal não ocorrera.

E continua como porta-voz do PS.

Por outro lado, quem ouviu a escuta em tempo real, apercebeu-se dessa violação de segredo de justiça? Claro que sim.
Parece-me que seria relativamente fácil saber quem foi o autor, se fosse seguido o fio condutor: identificar o tal amigo chegado do CDS, ver de quem recebeu o sms em causa, continuar por aí fora e chegar à fonte.Tal investigação,  não se realizou porque não poderia realizar-se desse modo. 

O crime de violação de segredo de justiça é punido com pena até dois anos de prisão ou multa. O advogado Rui Patrício que defende arguidos no processo Marquês sabe explicar o que é este crime.

Poderia tal crime ser investigado com base em análise de escutas telefónicas ou dados de tráfego? Não...e tal questão foi suscitada em tempos, aquando de uma  célebre auditoria, realizada pelo procurador João Rato. Este disse então que se verdadeiramente quisessem apurar a autoria desse crime tal implicaria a autorização legal de utilização de escutas telefónicas. Só isso e não exactamente o que o Público diz que o mesmo disse.

Até lá...continua a hipocrisia e o Galamba na patifaria.

sexta-feira, 20 de outubro de 2017

O currículo profissional de um licenciado ao Domingo

24Sapo:

Por não estar registado na Ordem, Sócrates não é engenheiro. Este é a premissa que leva a Ordem dos Engenheiros a alertar a Assembleia da República para o título dado ao ex-primeiro ministro na biografia apresentada na sua página.

Entretanto, para quem quiser, aqui fica uma parte do extenso currículo profissional deste pseudo-engenheiro, com licenciatura gloriosamente alcançada a um Domingo. 

As cerca de 4 mil páginas são de leitura penosa mas útil para se perceber como há mais de dez anos este indivíduo logrou enganar muitos por pouco tempo, alguns durante muito tempo e ninguém o tempo todo...a não ser os que querem mesmo ser enganados porque são da mesma igualha.
As primeiras duzentas e quinze páginas são apenas o índice do "romance" picaresco desses anos em que foi possível alcançar um record  que ninguém na Europa e mundo civilizado pode apresentar: a terceira bancarrota iminente em menos de 40 anos.  

A incompetência de Estado

O jornal i continua a fazer bom jornalismo, entrevistando pessoas que mostram saber um pouco mais do assunto dos incêndios que alguns pataratas que nos governam.

Hoje, esta entrevista mostra um pouco mais o que é a incompetência desta gente que tem a incumbência específica de governar um país e para isso foram escolhidos em votos e manobras políticas. Nenhum deles está ali obrigado e o que resulta do que se sabe é que são uma cambada de incompetentes.



Este Estado de coisas deu nisto, numa imagem, algo patética,  publicada agora pela Time e da autoria de Nuno André Ferreira: o presidente da República a consolar uma idosa que perdeu algo de importante no incêndio do último fim de semana:


quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Um balde de enxúndia para cima de A. Costa.

RR:

O primeiro-ministro, António Costa, pediu, esta terça-feira, desculpa pelas falhas do estado que levaram à tragédia dos fogos, de domingo.

"Não vou fazer jogos de palavras. Se quer ouvir-me pedir desculpas, eu peço desculpas", disse Costa em resposta a uma intervenção do líder parlamentar do PSD, Hugo Soares.

"Se não o fiz o antes, não é por não sentir menor peso na minha consciência, porque tenho a certeza que, tal como eu, quem quer que estivesse nas minhas funções não teria vivido todos estes meses com um grande peso na consciência sobre o que aconteceu em Pedrógão e o que voltou a acontecer este fim-de-semana", justificou Costa, para concluir: "Sei que viverei com este peso na consciência até ao último dia da minha vida."


Evidentemente, se não fosse o discurso de ontem do PR, este A. Costa,  teria este discurso?
Não tinha porque ainda no dia de ontem e anteontem se ria de quem lhe perguntava sobre estas coisas. Agora pede desculpas como quem diz "é isso que queres, desculpas? Está bem, peço desculpa e levem lá a biciclenta sem me chatearem mais"...

Foi esta, a atitude. Infantil em quem o não queria ser.

É mais um Inenarrável.  E devia demitir-se, afastando-se da política para sempre. Já deu sobejas provas de ser um incompetente e também aldrabão.Não percebo como é que se pode sobreviver politicamente, com mais de 100 mortos na consciência e comprovadamente vítimas de incompetência de um governo que o indivíduo lidera, com sistema de segurança e protecção civil que o mesmo arquitectou há anos e com decisões políticas que indubitavelmente contribuíram para este impressionante número de vítimas. Não percebo.

Ao menos o presidente da República foi ao local e aparentemente não se incomodou com a mãe que perdeu o filho e o abraçou com as mãos enxundiosas.



O balde que a mesma trazia deveria ter sido despejado pela cabeça abaixo deste Costa Inenarrável...

Os desaparecidos líderes partidários do PCP e BE...

Os directores de informação das televisões esqueceram-se de cumprir o que sempre cumprem: entrevistar ou ouvir o que têm a dizer os líderes partidários a propósito dos incêndios e dos mais de 100 mortos que provocaram. Não quiseram saber disse em Pedrógão e não querem saber agora.
Da parte desses líderes percebe-se que queiram passar entre os pingos da chuva que não chegou a cair em tempo oportuno. Da parte do jornalismo é simplesmente inaceitável e sinal de subserviência inadmissível a políticos que de algum modo governam o país, por representação,  na AR quando propõe legislação que é aprovada por eles mesmos.

Serão estes jornalistas incompetentes como os membros do governo que lidaram com o assunto?  São mais que isso: comportam-se como comissários dessa incompetência que uma vez exposta por eles os pode arrastar para um emprego incerto a ganharem menos de 2 mil euros por mês. É esse o único problema com estas pessoas que passo a nomear:

Paulo Dentinho, director de Informação da RTP.

Daniel Deusdado, director de informação na Antena 1.

Terão os apresentadores de informação aqui elencados, autonomia para tanto? Ter, têm, mas não querem ter porque o problema é o mesmo daqueles: dinheiro no bolso ao fim do mês. José Rodrigues dos Santos não tem esse problema mas tem outro: o lugar faz-lhe muito jeito, para o resto.

Quanto à SIC, nem é preciso dizer seja o que for: é o presidente da Impresa falida quem manda e portanto a bola bate sempre baixinho segundo os presumíveis desejos do chefe.  Algumas vez os Alcides, Teixeiras ou Costa se dignaram mostrar que têm dignidade profissional própria e não a emprestada por aquele?

E a TVI? Ao mencionar o "boy" Sérgio Figueiredo fica tudo dito.

E o resto das antenas e estações?

Porque é que a CMTV que não merece entrar naquele rol, não se dignou fazer esse serviço público que passa apenas por umas perguntas simples à gigantesca pequenez de  Catarina Martins, sempre tão presente como convidada daqueles, noutras ocasiões e em ritmo diário; ao fóssil Jerónimo ou ao jovem Ferreira, precocemente fossilizado. Etc.

Porque é que isto é assim? Alguém saberá explicar?

Continuamos um país de brandos costumes. E ainda bem, porque é melhor assim.

RR:

A Polícia Judiciária Militar (PJM) recuperou "praticamente todo" o material roubado em Tancos, na zona da Chamusca, no distrito de Santarém. A informação foi confirmada à Renascença pelas relações públicas da PJM.

Em comunicado, a PJM informou depois que, "na prossecução das suas diligências de investigação no âmbito do combate ao tráfico e comércio ilícito de material de guerra, recuperou esta madrugada na região da Chamusca, com a colaboração do núcleo de investigação criminal da Guarda Nacional Republicana (GNR) de Loulé, o material de guerra furtado dos Paióis Nacionais de Tancos".

"O material recuperado já se encontra nos Paióis de Santa Margarida, à guarda do Exército, onde está ser realizada a peritagem para identificação mais detalhada. Prossegue a investigação criminal relativa a este furto, que continua em segredo de justiça", indica o comunicado.

"O ministro da Defesa Nacional bem como o DCIAP foram informados das diligências em curso", acrescenta.

A intercepção do material fez-se após denúncia anónima, avançou a RTP
.

Provavelmente,  o material de guerra nunca terá sido "roubado" na altura em que supostamente o foi.  Quem agora o entregou, anonimamente, claro,  desmente quem antes duvidara até da existência de um furto. Quem o fez deve sair do posto em que está e dar lugar a outro. Não porque não soubessem o que andam a fazer mas precisamente pelo contrário: sabem demasiado bem o que não fizeram e deviam fazer.

O assunto parece saído de uma comédia de enganos do antigamente. Única conclusão certa e segura até ao momento: a instituição militar que guarda o material de guerra em causa é uma balda. Só isso...

Para o efeito cómico ter um climax mais em conta com a farsa, seria um verdadeiro feito, um tour de force que os que desviaram o material dos paióis o voltassem a pôr no devido lugar em que antes estava e então anunciassem a devolução, em modo anónimo, claro. Isso é que seria um efeito especial digno de um filme de Hollywood.


terça-feira, 17 de outubro de 2017

O senso comum é o que nos faz falta

Jornal i de hoje, um especialista que fala do que sabe e diz isto que aqui fica.


Os jornais por vezes ainda valem alguma coisa e é uma pena que não valham sempre, todos os dias.

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Os responsáveis pela desprotecção civil são estes



Do Expresso, imagem de António Cotrim.

 À cabeça Rui Esteves, logo atrás Albino Tavares.

Mais de 100 mortos averbados no currículo da ANPC e uma calamidade sem precedentes, este Verão. Não se demitem...

A teoria que passa como explicação é a inevitabilidade dos incêndios perante as condições florestais. Passa-culpas ideal porque dura "há 20, 30 anos". 

Ninguém pergunta a estes passa-culpas porque razão é que só este ano ocorreu esta catástrofe com esta dimensão. E perguntar-lhes se as mudanças na Protecção Civil ocorridas no início do ano por iniciativa deste Governo, para satisfazer apetites vorazes dos "boys"  nada tiveram a ver com o caso...

Tudo falhou...menos os principais responsáveis. Incrível!

Observador:

O novo relatório oficial e independente sobre os incêndios de Junho na zona de Pedrógão Grande foi entregue esta segunda-feira à tarde no Ministério da Administração Interna — e não poupa ninguém. O documento, coordenado por Xavier Viegas, do Centro de Estudos sobre Incêndios Florestais da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra, aponta o dedo à Protecção Civil, aos bombeiros, ao INEM, à EDP, à Ascendi, às autarquias e a proprietários privados.
O Expresso, que teve acesso ao relatório, cita um excerto: “Estamos convencidos de que se poderiam ter evitado algumas mortes e muito sofrimento aos feridos se este socorro tivesse sido mais pronto e melhor organizado“.
Primeiro, a Protecção Civil e os bombeiros: de acordo com o estudo, que aconselha um “grande cuidado na selecção dos quadros de Comando” de ambas as estruturas, tal como uma “melhor qualificação” dos agentes que no terreno asseguram prevenção e combate aos fogos, houve falhas graves de coordenação. E também de compreensão, por parte de toda a cadeia de decisão, daquilo com que se estava a lidar.
Diz o documento, ao longo de quase 250 páginas, que foi a falta de “percepção da importância deste incêndio” que fez com que “não fossem utilizados mais recursos, nomeadamente mais meios aéreos pesados, no seu combate, no período entre as 15h00 e as 18h00”. Conclusão: “A reacção ao agravamento da situação foi claramente tardia”. E o pior ainda estava por vir, a que não foram também alheias as sistemáticas falhas nas redes de comunicação. Sim, admite o relatório, houve “uma falha geral em toda a região, quer por limitações inerentes aos sistemas, (…) quer por sobrecarga de utilizadores, ou ainda por deficiente utilização de alguns dos sistemas”. Mas no final a história poderia ter sido outra, ou não tivesse o problema sido “agravado pela indisponibilidade de meios complementares devido à falta de planeamento.”
A coordenação das operações, que incluía o socorro às vítimas e o combate ao incêndio, foi claramente afectada, após as 22h00, quando se tomou conhecimento da existência de um grande número de vítimas mortais (…) Não foi prejudicado apenas o combate, como também o socorro às vítimas feridas. Não foi feita uma operação de busca e salvamento em larga escala – em condições muito difíceis – de ir junto dos feridos para os retirar para locais onde pudessem ser tratados”, acusa o relatório, citado pelo Expresso.
Em declarações aos jornalistas, depois de entregar o relatório no MAI , Domingos Xavier Viegas, apontou algumas das causas que contribuíram para a catástrofe. À cabeça, o facto de o incêndio ter deflagrado graças a “uma linha eléctrica mal mantida”, responsabilidade da EDP.
No documento, a causa do incêndio é assim identificada: “deficiente gestão de combustíveis na faixa de protecção da linha, por parte da entidade gestora”. À Ascendi, concessionária da Estrada Nacional 236-1, onde foram encontradas grande parte das vítimas mortais, também são apontadas responsabilidades: a “falta de limpeza da envolvente das estradas permitiu que muitas pessoas fossem colhidas em plena fuga, pelo fumo e radiação do incêndio, pelas chamas da vegetação em redor e mesmo por árvores caídas na própria estrada”.
A partir do momento em que o incêndio deflagrou, garantiu Domingos Xavier Viegas aos jornalistas, tudo ou quase tudo falhou: “A percepção da gravidade do incêndio desde o início, o ataque inicial ao fogo, e a disposição de meios”. Depois, a trovoada que se fez sentir e a propagação que se seguiu tornou o incêndio “verdadeiramente incontrolável”.
O responsável apontou directamente o dedo aos autarcas da região por não terem “planos municipais de prevenção activos”, o que contribuiu para a falta de planeamento destes cenários.
“Há muita coisa que tem de ser feita. O país é vulnerável. É preciso uma melhor governação dos espaços rurais, um melhor ordenamento das florestas, uma maior sensibilidade das pessoas na utilização do fogo e uma boa qualificação dos recursos humanos”, concluiu Xavier Viegas, apontando como prioritária a profissionalização dos bombeiros.
No relatório entregue esta segunda-feira no MAI, os especialistas condenaram ainda a política de evacuações “compulsivas e generalizadas”, garantindo que só os cidadão inaptos (leia-se crianças, idosas e doentes) é que devem ser retirados dos locais de incêndio, devendo todos os demais ficar e ajudar a defender os respectivos bens. Outra conclusão: a prestação de apoio psicológico e socorro médico e hospitalar teve “deficiências que importa estudar melhor”, sendo evidente que a situação do país na prestação de socorro a doentes queimados graves é “ainda insuficiente para acidentes desta escala”.
No total, os especialistas do Centro de Estudos sobre Incêndios Florestais da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra fixaram em 65 o número de vítimas mortais resultantes destes incêndios.


O melhor é fecharem para balanço. E nunca mais aparecerem nas tv´s. As mais de 100 mortes são-lhes imputáveis.

Era melhor estarem calados: os factos falam por si e são a eloquência da incompetência

Observador:

Confirmados 35 mortos (incluindo bebé de um mês), 7 desaparecidos e 56 feridos (16 graves). Números podem subir. Ministra diz que demissão seria "as férias que não tive". Marcelo e Costa falam ao País.

 

Não se aproximem do fogo que isso queima...

 24Sapo:

A DGS emitiu um comunicado em que recorda os riscos para a saúde associados à exposição a fumo resultante de fogos florestais, lembrando as informações e conselhos mais importantes.
A população é aconselhada a tentar evitar a exposição ao fumo, mantendo-se dentro de casa com janelas e portas fechadas, em ambiente fresco. Se possível, ligar o ar condicionado no modo de recirculação de ar.
É ainda recomendado que sejam evitadas fontes de combustão dentro de casa, como aparelhos a gás ou lenha, velas, incenso ou tabaco.
Sempre que não seja possível evitar actividades no exterior, é aconselhado o uso de máscara ou respirador.
A população deve ainda manter-se hidratada e fresca e ir acompanhando as informações que vão surgindo.

O jacobinismo no seu esplendor habitual. Esta mentalidade mata.

Incompetência absoluta, mortos em catadupa e irresponsabilidade por não saberem o que andam a fazer

 Daqui, às 15.48:

Paulo Fernandes, perito da Comissão Técnica Independente, disse ao Expresso que o risco de incêndio nas regiões mais afectadas era máximo e estava acessível desde sexta-feira: “Ter em conta as previsões do IPMA seria a medida mais rápida a adoptar, mas, para isso, a Autoridade Nacional de Protecção Civil deveria estar mais atentar e fazer planeamento tendo em conta esta informação. Não pode ficar no comando de Carnaxide nem nos distritais, tem de chegar ao local.” E vai mais longe, dizendo que “bastava ver as imagens de satélite, era bastante claro”.

Desenrasquem-se! Estes patetas deviam ter disto isto quando tomaram posse...


Observador:

“Não podemos ficar todos à espera que apareçam os nossos bombeiros e aviões para nos resolver o problema”.
Jorge Gomes, secretário de Estado, disse que têm de ser as pessoas a combater os fogos. "Temos de nos autoproteger" e "não podemos ficar à espera dos bombeiros e dos aviões". Costa não o censura.

Se estes incompetentes a roçar o estatuto de criminosos tivessem este discurso logo no início, quando decidiram mudar a Protecção Civil de alto a baixo, para colocar os boys do partido, talvez o efeito fosse outro e as pessoas não acreditassem tanto no Estado e neste Governo que os deixou ficar mal, na miséria.


A estes não foi preciso vir esta cambada de incompetentes criminosos dar lições: aprenderam-nas à sua custa:


Quando as chamas já cercavam a aldeia e toda a gente esperava ao início da tarde de domingo que o fogo chegasse a Casal do Gago, decidiu mandar-se os mais velhos e crianças para o Centro de Convívio da localidade.
Sem avistarem bombeiros ou qualquer outra autoridade, os habitantes valeram-se da pouca água que tinham em ‘bidons' para combater as chamas que cercavam as casas e apenas foram retiradas pessoas das suas residências quando estas estavam ameaçadas pelas chamas.
"A nossa sorte foi ninguém fugir, senão as pessoas morriam assadas", disse à agência Lusa Vitor Ferreira, da Amadora, a passar férias na casa dos seus pais.
No terreno, morreram os animais e teve de andar a apagar tudo à volta, se não os seus pais "morriam".
As lições de Pedrógão Grande "ajudaram", sublinha.
João da Fonseca, reformado, fala numa dúzia de casa habitadas que ficaram destruídas e de pessoas que ficaram só com a roupa que traziam vestida.
Durante o incêndio, retirou uma família de alemães para a sua casa e arrancou à força uma mulher idosa, que tinha a casa a arder e não queria sair da sua habitação.
"Antes de vir a bola de fogo, atirei-a para o carro. Teve de ser", contou João da Fonseca, frisando que a população usou as lições de Pedrógão Grande.
No Casal do Gago, "não houve um Pedrógão igual porque as pessoas se refugiaram e ajudaram-se umas às outras, senão morria tudo", sublinhou João da Fonseca, dando voz à indignação da população que se viu sozinha a apagar as chamas.
"Bombeiros? Zero. Protecção Civil? Onde? Pessoal da Câmara? Vieram só agora de manhã", notou, referindo que não ficou "ninguém ferido graças à população".
Para o reformado, o que se passou foi "uma vergonha nacional".
Ao seu lado, está Márcio António, com a roupa toda pintada de negro, os olhos vermelhos, cigarro na boca e uma cara de desânimo perante o cenário que se viveu.
"Chamei os bombeiros e zero", conta o habitante da aldeia, visivelmente desolado.

Deixem-nos trabalhar! Os mortos somam e seguem...e a incompetência campeia.

 Daqui:


foto Mário Cruz/Lusa


A ministra da Administração Interna, Constança Urbano de Sousa, rejeita sair do cargo, depois deste domingo em que morreram pelo menos 27 pessoas na sequência de incêndios.

"Estou empenhada a trabalhar numa situação que é extraordinária", afirmou aos jornalistas.

Começo a desconfiar que se esta chefe máxima dos incompetentes, não trabalhasse tanto, morria menos gente nos incêndios...e a conta já vai em 28 mortos. Perdão, 29, às 12:14. E não vai ficar por aqui. De facto, às 13:00 são já 31. E espera-se que fique mesmo por aqui, por mais este número fatal, 31. Não ficou: às 17:00 são já 35.  E desta vez não houve "downbursts" nem EN236-1. Só houve incompetência abissal e bastou.

E nem uma ponta de vergonha se vê nesta gente que continua a acusar os outros de serem os responsáveis por mais esta tragédia.

Uma foto que ilustra a incompetência desta gente, tirada ontem por um bombeiro de Leiria ( Hélio Medeiros, aqui)

A táctica da incompetência do PS, com mais 31 mortos a somar a 65: passar entre os pingos da chuva que não cai

Observador:

Portugal arde outra vez. E, cerca de 4 meses após as primeiras chamas em Pedrógão Grande, arde igual. Assiste-se à mesma impreparação operacional, ao mesmo descontrolo, aos mesmos lamentos, às mesmas caras, ao mesmo desespero das populações, às mesmas desculpas políticas. Tudo na mesma. E não tinha de ser assim: os erros fatais nos incêndios do Verão foram há muito identificados e, em termos operacionais, só não se promoveram mudanças por opção. Por opção política, entenda-se.
A questão política está, aliás, bem explícita no relatório independente sobre o incêndio em Pedrógão Grande (que, num acto esclarecedor, António Costa apresentou sem ter lido). Relata o caos operacional que se viveu no terreno. Critica o amadorismo com que a Protecção Civil (invadida de incompetentes com cartão partidário) geriu os acontecimentos, prejudicando a segurança das populações. Sugere que vidas poderiam ter sido poupadas se decisões mais rápidas e acertadas tivessem sido tomadas. Denuncia o exibicionismo político que, no local, atrapalhou mais do que ajudou. Comprova a falha do SIRESP. Descreve a manipulação dos registos da linha temporal dos factos – feita, naturalmente, por alguém com poder para a alterar. E explica que, quando foram necessários, meios aéreos ficaram no chão por picuinhices – um helicóptero não foi utilizado porque estava a 42 km do incêndio, visto que os regulamentos estipulam 40 km como distância máxima autorizada.
O relato de incompetências é demolidor. De-mo-li-dor. Mas, pelos vistos, não o suficiente para provocar consequências políticas ou inflamar a opinião pública. Porquê? Uma resposta possível é porque o PS conseguiu encaixar a divulgação do relatório independente sobre Pedrógão Grande entre o pós-autárquicas e o orçamento de estado. Quando toda a gente quer saber o que lhe vai cair a mais no bolso. Quando o PSD está às turras por uma nova liderança. Quando a acusação de Sócrates vê a luz do dia e toma para si a agenda mediática. Quando, por mais estrondosas que sejam as conclusões do relatório, o ruído à volta é ensurdecedor e dispersa e abafa tudo. Quando, no fundo, já ninguém quer saber. E o resultado está à vista: o que consta do relatório chegaria para fazer cair um governo, mas nem fará sair uma ministra.
É tudo estratégia de comunicação? Chamem-lhe o que quiserem, mas é assim que o PS governa: passando entre os pingos da chuva. Não leu os relatórios. Não soube das informações. Não averiguou as acusações. Não esperava tal evolução dos acontecimentos. Não havia nada que pudesse fazer. Não lhe era possível prever que o mundo mudaria tão inesperadamente. Não era consigo, limitou-se a herdar as complicações. Não viu nada de suspeito nos comportamentos de com quem privou. Ninguém o alertou para situações menos correctas. Não tem a certeza de que os problemas realmente existam – no limite, não existem. Não consegue fazer nada contra a má-fé da oposição. No fundo, a haver culpas, pertencem aos outros.
Uns dirão que a táctica é de génio – até porque, a confiar nas sondagens, funciona. Mas o que é mesmo é uma vergonha um país sujeitar-se a tamanha impunidade, abdicando do escrutínio democrático e sacrificando a confiança popular no Estado. Com 65 vidas em causa e o país novamente em chamas, até onde irá o calculismo do governo?
Esse calculismo irá até onde Marcelo permitir que vá. O Presidente da República tem sublinhado a impossibilidade de o país permanecer sem respostas e sem apuramento de responsabilidades políticas. Mas, como já se tornou evidente, as suas recomendações terão pela frente a resistência dos socialistas, indisponíveis para aceitar que o seu governo falhou. Eis a prova de fogo presidencial. Para garantir justiça quanto a Pedrógão, Marcelo terá de a impor usando da sua força política e, talvez, quebrar a boa relação que tem mantido com António Costa. Estará disposto a isso? É bom que esteja. Perante a gravidade dos factos, um presidente que não sirva para isso, não serve para nada.

Parafraseando Bob Dylan:  quantos mortos mais terão de morrer para que estes incompetentes deste Governo PS dêem lugar a quem sabe?

Incêndios e A. Costa? Não é nada com ele...é o tempo. "Habituem-se"!




foto de Leiria, ontem, pela lente de Leonardo Grumete.

Observador:

 Convicto de que os “portugueses são adultos”, António Costa diz que, como o Governo não tem “uma solução mágica”, entre o momento da entrega do relatório de Pedrógão Grande e a tomada de medidas é preciso “tempo”. Tempo que pode trazer mais tragédias. “Entre apresentar relatórios com propostas e essa propostas estarem no terreno há um tempo e, durante esse tempo, acontecem tragédias”, diz António Costa na sede da Protecção Civil.
Primeiro ministro diz que “os portugueses são adultos e sabem bem que o Governo não tem uma solução mágica, que os problemas não se resolvem com a nossa vontade e, para resolver os problemas, é necessário tomar medidas”. Essas medidas estão em suspenso até ao Conselho de Ministros de dia 21 de Outubro.

O Relatório sobre o incêndio de Pedrógão é demolidor das estruturas da Protecção Civil que são da única e exclusiva responsabilidade deste primeiro-ministro e da sua ministra apatetada, Constança.

Morreram 65 pessoas em Pedrógão e a conta de ontem já será superior a 20. Mesmo assim não é nada com o primeiro-ministro e com a Protecção Civil que desenhou, substituiu comandos e colocou boys do PS a mandar sem perceberem a ponta de um corno do assunto. Não é nada com este primeiro-ministro porque a noção que este indivíduo tem da responsabilidade política advém-lhe das sondagens que anda a encomendar à socapa, em "focus group". Enquanto conseguir manipular a opinião pública não é nada com ele. É com o tempo, com estas condições climáticas adversas, com estes azares que já vão em mais de 80 mortos. Nada com ele. É o fado. A incompetência não é com ele. A falta de preparação não é com ele. A desorganização da Protecção Civil que foi um dos principais responsáveis a arquitectar, não é nada com ele, etc etc etc.

O que interessa é que o Costa defende os pobrezinhos, contra os "liberais", os ricos, a direita, enfim. Isso sim, é com ele, no discurso político permanente. Isso é que interessa. Podem morrer cem ou duzentas pessoas por obra directa deste grande incompetente que o problema será sempre esse e será resolvido eleitoralmente desse modo: esquerda e direita. Os incêndios e os mortos não são de esquerda e desconfia-se que serão causados pela "direita".

Tem razão numa coisa, este Costa: será uma infantilidade demitir esta inenarrável ministra Constança porque o problema é ele mesmo, A. Costa.

domingo, 15 de outubro de 2017

Uma escuta aqui, uma escuta ali e...ninguém viu, ouviu ou soube nada.



 Imagem do Expresso de ontem.

Neste caso do " buraco" cuja acusação foi agora publicada ( pelos vistos o processo continua em segredo de justiça mas a RTP, durante a entrevista patética ao arguido principal,  mostrou os volumes impressos da dita, alinhadinhos, sem um pio de quem quer que fosse...) avulta algo que certos comentadores apontam: então ninguém sabia o que se passava? Foi tudo camuflado e tudo escondido, para agora se revelar uma surpresa para aqueles que conviveram de perto com o dito "buraco"?

Bem, na verdade não foi assim.

O Correio da Manhã, mais uma vez faz um serviço público inestimável em relatar isto:

O primeiro ministro das Finanças do governo de Sócrates com maioria absoluta, Campos e Cunha, diz tudo o que é preciso dizer sobre a tragédia que foi tal governo, para Portugal. Mais: avisou e ninguém quis saber.

"A forma atabalhoada, tecnicamente não sustentada, com que foi aprovado um pacote de investimento de 40 mil milhões, mas nessa altura para mim, na minha cabeça, eu já me ia embora. Eu tentei parar aquilo, tentei suavizar, tentei que aquilo não fosse uma decisão, mas fosse apenas um grande...uns guidelines para futuras decisões, mas nada disso foi aceite, o primeiro-ministro estava absolutamente furioso comigo. Eu lembro-me bem dessa reunião porque foi no Forte de S. Julião da Barra, fazia o Governo 100 dias, portanto, está a ver, eu saí ao fim de 4 meses, portanto, não estava muito longe de me ir embora."

Mais: Campos e Cunha classifica o que então se passou como algo muito grave, um desastre. Acrescido de um outro: a exigência que a então ministra Maria de Lurdes Rodrigues colocou para o pacote II do PIP, para a Educação. Confessadamente, essa inenarrável que também conseguiu um empréstimo fantástico da CGD e tida como uma ministra de grande gabarito, classificou tal investimento e o que se seguiu, como "uma festa"! E foi...

Por outro lado, no CM de hoje aparem as fronhas dos embuçados pela vergonha que nunca tiveram, numa crónica de Eduardo Cintra Torres:



Só para se entender o modo como as decisões fluíam, estes dois artigos do Público são bem esclarecedores. O primeiro mostra bem o carácter e a fibra de um advogado chamado Sérvulo Correia, um Inadiável do tempo de Sá Carneiro. Sobres esta questão, Paulo Azevedo, mecenas do Público, disse tudo numa frase popular: "estavam todos feitos".



O segundo mostra como se decidiam certos processos no seio da CGD e que será a razão pela qual os partidos da AR não querem esclarecer devidamente tudo, como poderiam e deveriam fazê-lo. Portanto, todos cúmplices, todos iguais nesta corrupção, PCP incluído.

Expresso de ontem:



Como é que se lida com isto que nos causou perdas colectivas de milhões e milhões e sacrifícios acrescidos para outros tantos milhões...de pessoas?

Não será com humor, mas neste caso, o do CM merece destaque porque é negro como um buraco:



E por falar em humor, este video no Youtube  de um Bandex, vale a pena ser visto:



sábado, 14 de outubro de 2017

Os zeladores do buraco

O director executivo do Sol, Vítor Rainho, interroga-se assim acerca dos zeladores socráticos que acompanharam o buraco nas suas andanças, aproveitaram pessoalmente as mordomias e privilégios ( o santeiro Pedro da Silva Pereira teve um filho a estudar a expensas em modo de ajuda, do buraco, em Paris. Pedro Silva Pereira é irmão de um magistrado do MºPº muito prestigiado no sector e que até foi director no CEJ):


Que é feito agora destes zeladores, desde o inenarrável e insuportável Galamba até ao desaparecido Marinho e Pinto, encolhido no caso do horrendo homicídio de Braga, levado a cabo por um dos seus mais próximos assistentes de partido?
Poderia dizer-se que estas pessoas tem queda para buracos.

Entretanto, no Expresso de hoje, outra enganada. No Freeport não sabia de nada. No Face Oculta, idem. Só sabia que a Justiça ia mal porque violava o segredo a par e passo.  Entretanto, parece que o buraco lhe tirou tanta inocência e virgindade...



Sócrates e os buracos.

Fernanda Câncio, uma jornalista espertalhona que já disse nunca se ter apercebido da origem da fortuna aparente do então acompanhante, chamou-lhe um dia "buraco". Isso porque o mesmo não aceitou o convite para ir apreciar um apartamento que custaria mais de dois milhões de euros em que aquela espertalhona estava interessada. O então acompanhante  acabou-lhe logo com as ilusões dizendo que o sítio era um buraco e que se fosse lá visto era notícia do Correio da Manhã...e foi então que a espertalhona ingénua lhe disparou: "buraco, és tu! Tu é que és um buraco!".

Ora bem, um buraco e cada vez mais negro. O dito ganhou mais um sobrenome: "buraco".


Isto é tão pindérico que até dói.

Outros personagens do grupo dos buracos:

sexta-feira, 13 de outubro de 2017

O primeiro-ministro que nunca foi corrupto nem mentiroso...mas precisa de um exame psiquiátrico

 Observador:

José Sócrates guardou em casa o original da carta de demissão do antigo ministro das Finanças Luís Campos e Cunha, quebrando as regras do arquivo da Presidência de Conselho de Ministros (PCM). Luís Campos e Cunha demitiu-se ao fim de pouco mais de quatro meses, depois de se queixar de “pressão sistemática” por parte de José Sócrates, que terá insistido na demissão da administração da Caixa Geral de Depósitos de maneira a abrir caminho para o amigo Armando Vara entrar no banco público.
Segundo as normas vigentes na PCM, os originais de todas as comunicações recebidas por ministros ou pelo primeiro-ministro devem ser guardadas, sem excepção, no arquivo. Para além disto, cada gabinete deve guardar uma cópia física e outra digital do documento. Posteriormente, os ministros, ou o primeiro-ministro, podem guardar uma cópia para o seu arquivo pessoal — mas nunca, em qualquer ocasião, devem ficar com um original.
Não foi, porém, isso que José Sócrates terá feito com a carta de demissão de Luís Campos e Cunha, que esteve apenas 131 dias à frente do Ministério das Finanças. Segundo o despacho de acusação da Operação Marquês, a que o Observador teve acesso, “o original deste documento encontrava-se na posse do arguido José Sócrates, no dia 22 de Novembro de 2014 [um dia após a sua detenção no aeroporto de Lisboa], na sua residência pessoal”.
Nessa carta de demissão, que é citada no processo, Luís Campos e Cunha, queixa-se de sofrer da parte de José Sócrates uma “pressão sistemática relativa à substituição da Administração da CGD” e refere que uma ascensão de Armando Vara ao Conselho de Administração do banco público “é contrária às reformas de que este Grupo necessita”. “Recuso-me a alterar pessoas sem uma estratégia”, acrescentou Luís Campos e Cunha.

No fim da entrevista, Vítor Gonçalves, cheiinho de medo, a tremer, com cara compungida, fez-lhe a pergunta fatal: hoje como é que  senhor vive, como é que paga as suas despesas?

"Essa pergunta...essa pergunta é indigna de um jornalista, ó Vítor Gonçalves! Isso é pergunta do Correio da Manhã. Eu deveria dizer-lhe: e o senhor o que é que tem a ver com isso?"

Foi assim. Mas lá disse: eu hoje vivo de uma única coisa, de  uma pensão. De deputado.

É esta a verdade de José Sócrates: hoje vive de uma pensão. A renda do apartamento em que vive é maior do que a pensão que recebe...e o jornalista já não teve coragem, porque visivelmente perturbado, de lhe perguntar como é que pagava aos dois advogados que tem a tempo inteiro...

E fica tudo dito.

A prova dos nove da Censura em Portugal

Se não fosse o CM, a Sábado e a CMTV, do grupo Cofina, o que saberiam os portugueses em geral do processo do Marquês?  Pouco, quase nada.

Não é preciso explicar porquê, uma vez que a evidência se impõe: os media em Portugal estão manietados por alguém que tomou conta deles, no devido tempo.
Sobram aqueles... para se saber alguma coisa.

O que significa isto em termos de Liberdade?

N.B. Refiro-me, no caso, à imprensa escrita e publicada que pode ser lida nos quiosques, nas primeiras páginas principalmente. Em tempos, um dos envolvidos no processo em causa,  dizia que o Público não vende nada mas "faz manchetes"...

A questão deste género de censura, nos media, poderia ser melhor analisada por quem tivesse nisso interesse. Talvez no ISCTE...ahahaha!

ADITAMENTO em 14.10.17:

Se em relação aos jornais diários o Correio da Manhã nunca teve medo ou pejo em noticiar estes assuntos, mostrando o que os demais nunca quiseram, por motivos vários, nenhum deles honroso, é justo que se diga que nos semanários houve o Sol que desde o primeiro momento noticiou estas enormidades que nunca incomodaram os jornalista sistemáticos e dependentes.
O Sol foi ainda mais longe que o Correio da Manhã no caso Face Oculta, tendo aliás soçobrado por simples estupidez do seu director.

Ainda assim, honra lhe seja feita:



O elogio é tão mais merecido que importa realçar o papel de um cretino da nossa imprensa que também  não se coíbem em passar por aldrabão, como também o Sol de hoje denuncia:


A Liberdade e os poderes políticos

Este texto de João Carlos Espada foi publicado no i de 25 de Julho de 2009 e mostra que nessa altura, Julho de 2009, o Estado de Direito em Portugal esteve em crise, com o caso Face Oculta.

A tese é simples e o namedropping do costume é para a justificar teoricamente com a autoridade académica: "consideramo-nos livres porque na nossa sociedade não se faculta a ninguém um poder ilimitado- a nenhum dirigente, facção, partido ou "classe", a nenhuma maioria, a nenhum governo, igreja, corporação, negócio, associação profissional ou sindicato".

 O que fez José Sócrates por essa altura? Estava envolvido num esquema mafioso de controlo de meios de comunicação social e tal foi do conhecimento de vários magistrados: o titular do processo Face Oculta, João Marques Vidal, o PGD de Coimbra, Bilro Vairão, o juiz de instrução António Gomes e o inspector da PJ, Teófilo Santiago. Estes, pelo menos.
Em 24 de Junho de 2009, cerca de um mês antes deste escrito, deram conhecimento do assunto, em dossier, ao PGR Pinto Monteiro que o desvalorizou imediatamente e mais: no dia seguinte, os suspeitos estavam a falar entre si ao invés do que os indícios apontavam. Alguém os avisou...



 NoVerão desse ano, eventualmente por altura do escrito, o pSTJ tinha uma batata quente nas mãos: validar as escutas efectuadas que envolviam o agora arguido e acusado no processo Marquês e que era suspeito da prática de um crime de atentado ao Estado de Direito. Que fez Noronha Nascimento? Não sabendo como descalçar a bota ( foi sempre "civilista", como Pinto Monteiro)  pediu ajuda "técnica" ao actual presidente do STJ Henriques Gaspar, para despachar o dossier que então tomou o curioso nome, inédito no direito processual português de "extensão procedimental", havendo quem assegure que foi por indicação deste. Alguém lhe pergunte se foi assim ou não...

 O que é certo é que tudo ficou em águas de bacalhau, com o agréement do actual pSTJ, o qual, ontem no congresso dos juízes que se realiza na Figueira da Foz parece que falou em divisão de poderes. Ou seja na problemática acima apontada.
Segundo o Público de hoje, Henriques Gaspar lembrou que o estatuto dos juízes há 27 anos que espera pela execução de uma lei suspensa logo a seguir e que tal significa uma "entorse na democracia".

Maior do que aquele em que aparentemente colaborou?


Ainda sobre o congresso: o presidente da República estava para ir e não vai, está ocupado. A ministra da Justiça idem aspas. O primeiro-ministro não pode ir, com tantos compromissos e escândalos.

A democracia e a divisão de poderes anda assim: o presidente do STJ disse, segundo o Correio da Manhã, que o poder judicial é "o parente pobre no condomínio privado dos outros poderes de soberania" .

Sibi imputet.

quinta-feira, 12 de outubro de 2017

A causa remota das mortes de Pedrógão Grande: o Estado jacobino.

 Observador:


O presidente da comissão técnica independente que esteve a avaliar os incêndios de Pedrógão Grande considera que o comandante da Proteção Civil responsável pelo combate ao fogo nas primeiras horas de sábado é o principal responsável pela falha nos alertas à população que resultaram na morte de 68 pessoas. “As medidas que deveriam ter sido tomadas, e de responsabilidade do comando, no período imediatamente e a seguir ao despoletar do incêndio poderiam ter moderado os efeitos do incêndio”, disse esta manhã no parlamento o presidente da comissão, João Guerreiro, antigo reitor da universidade do Algarve.
“Se houvesse um sistema de informação e sensibilização do comando, na altura apropriada, no sentido de sensibilizar a população, no sentido de que fosse retirada, ou dando indicações para se meterem nas casas e não saírem das casas, provavelmente o drama não teria acontecido”, considera o coordenador da comissão. “As necessárias medidas de proteção civil”, entre as quais se destaca o corte de estradas, o “acompanhamento da população rural” e a “preparação de evacuações” daquela região, deveriam ter sido equacionadas logo às 16-17 horas e cumpridas a partir das 18 horas“, refere o relatório da comissão.
Em causa estará a atuação de Mário Cerol, segundo comandante do comando operacional de socorro (CDOS) de Leiria, que assumiu o controlo da operação nas primeiras horas do incêndio. Segundo João Guerreiro, a resposta dada nos momentos iniciais do incêndio por parte das autoridades que estavam no terreno — nomeadamente com a falta de informação à população, no sentido de que se mantivesse em casa, ou mesmo retirando pessoas das zonas mais afetadas — levou a que a “tragédia” atingisse proporções maiores.
O presidente da comissão também assinalou, em declarações aos jornalistas, depois de entregar o relatório final ao presidente da Assembleia da República, que o incêndio rapidamente se revelou “impossível de controlar”. O relatório, de 296 páginas, aponta como uma das falhas para a deteção eficaz do incêndio logo nos primeiros momentos o facto de “os postos de vigia da rede nacional de deteção de incêndios mais próximos” estarem inativos. Além disso, e apesar de o ataque inicial ao fogo ter sido feito “de acordo com as regras” estabelecidas, “o tempo de resposta e os meios disponíveis foram insuficientes para as condições do dia”
O grupo de 12 especialistas exclui, ao mesmo tempo, qualquer responsabilidade da GNR nas mortes. João Guerreiro garante que não encontraram provas que sustentem a tese de que os militares encaminharam várias pessoas para a Estrada Nacional 236-1, onde acabaram por morrer 47 pessoas. E também não encontra relevância nas falhas dos sistema de comunicação como razão que explique as dificuldades no combate ao incêndio, nos dias que seguiram ao início do fogo. “Do ponto de vista da eficácia das operações de controlo do incêndio, são poucos relevantes as deficiências identificadas no comando e gestão da operação de socorro, incluindo as dificuldades de comunicação“, refere o mesmo documento.
Em junho, numa hora, arderam em Pedrógão Grande 4.459 hectares de floresta. Ao todo, foram afetados 28.914 hectares, naquele que foi “o segundo maior” incêndio “de sempre em Portugal”. João Guerreiro sublinha a ideia de que, a partir de meio da tarde do dia 17 de junho, o incêndio se tornou “impossível de controlar”. A ausência de uma resposta inicial adequada impossibilitou esse combate. “Não se mobilizaram totalmente os meios que estavam disponíveis, mas após as 16 horas, e especialmente após as 17 horas, a probabilidade de contenção do incêndio seria sempre reduzida, mesmo na presença de ataque ampliado reforçado e bem organizado”, refere o relatório. Já não havia nada a fazer naquele momento.

Para dizer a verdade prefiro este relatório que aqui vem hoje, no i:



Este relatório de uma mãe que perdeu um filho de 5 anos na estrada da morte 236-1 é que me interessa ler porque está lá o essencial:

"O que é que aconteceu? O Estado assumiu tudo: fala de protocolos com os bombeiros, que a Protecção Civil será dotada de meios. Foi retirado às pessoas não só a percepção do direito como do dever de se defenderem. Aquilo que era um saber e costume que passava de pai para filho perdeu-se, já ninguém sabe fazer nada. E ficamos reféns, a palavar é essa, das entidades públicas ou associativas".

É esta a verdade  que devia ser escarrapachada numa placa em todas as instituições do Estado que lida com a vida das pessoas, a começar na Segurança Social e a acabar nas polícias, hospitais e creches.

O Estado arvorou-se por força destas concepções recentes, em grande protector das gentes e estas acreditaram que era assim. E não é porque o Estado não tem meios suficientes para tal.  Nunca teria, aliás. Esta mentira foi a causa remota da morte das  65 vítimas de Pedrógão e continuará a matar porque as causas directas e circunstanciais farão o resto quando as condições se proporcionarem outra vez.  Basta aparecer outro Cerol ou outra Constança.

É este fenómeno que o professor catedrático que assina o relatório supra eventualmente não entende. 

O que falhou foi esta concepção jacobina do Estado. E isso é obra de quem? Dos jacobinos. Será o professor um deles? Temo que sim.

Quanto ao resto, aos palermas que governam, com destaque para a inenarrável ministra Constança, fica quase tudo dito. A GNR não desviou ninguém para a 236-1? Pois não...só não cortou a estrada, como devia e podia se a tivessem avisado a tempo e horas. Quem é que o não fez e deveria ter feito? Foi só o lamentável Cerol?

ADITAMENTO:

Estou a ver uma reportagem da RTP1 sobre Pedrógão Grande, Castanheira de Pera e outros lugares que foram pasto das chamas em Junho deste ano.

O que contam é de tal modo horrível que esta merda de Governo devia demitir-se. Todo. Por vergonha e deviam desaparecer para sempre da cena política, porque a culpa que carregam outra coisa não suporta.

JORNAL i de Sexta-Feira, 13.10.17:



Pelo relato feito pelos "peritos independentes" o que se passou na EN236-1 continua a ser um mistério, no que à GNR diz respeito.

No local havia dois cabos da GNR. Um deles diz que não viu carros a passar na EN236-1, porque não se cruzou com nenhum. O outro diz que sim, que viu e nos dois sentidos. Havia populares que estavam no viaduto da IC8. Foram identificados e perguntados por alguma coisa? Duvido.
O relatório dos "peritos independentes" ainda palpita que se se tivesse sido cortada a EN236-1 teria sido pior...se calhar porque os cabos não teriam deixado sair de lá os carros que já lá vinham, não?!
Por outro lado, quanto a indicações que os cabos tivessem, nada. Nicles. Foram eles quem avaliou no momento, o que fazer e de "acordo com a sua percepção de risco para a circulação do trânsito".
Está explicado: cegos a guiar outros cegos, porque a Protecção Civil não deu qualquer sinal de visão.

Pelos vistos nem helicópteros tinham, nas horas fatais, ao contrário do que afirmaram inicialmente e veio publicado.

Enfim.

Entretanto, esta anedota de ministra não pede demissão. A quem perdeu a vergonha, todo o mundo é seu.


Afinal a  foto, já aqui usada,  é de Miguel Lopes da Lusa.

Os jornais e a acusação no processo Marquês

O modo como os principais jornais de hoje noticiam a acusação aos arguidos do processo do Marquês é exemplar do jornalismo caseiro.
Depois de ser conhecido o teor do despacho final no processo seria natural que os jornalistas procurassem o maior número de informações possível para dar aos leitores o que os mesmos procuram nos jornais: relato de factos com interesse para se entender o que ocorreu. Tal passará para além do que já se conhece e pela publicação de partes desconhecidas ou menos conhecidas dos factos recolhidos no inquérito e que estejam nesse despacho final.

Quem cumpriu tal tarefa no dia de hoje, tendente a procurar vender mais jornais?

O Diário de Notícias parece que não precisa disso. Dá quatro páginas ao assunto ( na página 2 um "editorial" de Proença de Carvalho que nem toca no assunto)  e elenca uma mera cronologia com infografia que convida a passar as páginas. Uma porcaria, portanto.

O Público faz quase o mesmo, uma vez que o incentivo para fazer melhor é idêntico. Enquanto houver um pato da Sonae para pagar salários, a troco de paz social nas mercearias e afins, deixam correr o marfim...

O i tenta um ângulo obtuso na análise e adjectiva demais ( na capa fala em "padrinho" referindo-se a Sócrates, o que além do mais é errado. Padrinhos foram outros...este Sócrates foi apenas um dos afilhados a quem entregaram a chave da loja)  sem mostrar que tenham verdadeiro interesse e pouco se distingue daqueles, a não ser no editorial ressabiado, mas compreensível:



Quem informa verdadeiramente o que interessa é o Correio da Manhã. Nas 22 páginas, contando com a primeira, aparecem factos curiosos e estes dois, abaixo mostrados, são reveladores do carácter pindérico deste Inenarrável   que esteve à frente dos destinos de Portugal durante anos a fio, sem controlo real de ninguém, nem mesmo dos seus mais próximos colaboradores, entre os quais o actual primeiro-ministro.
Este fenómeno,mais que outros, mostra o estado de verdadeira corrupção em que nos encontramos, ainda hoje.
Ontem na tv, um advogado chamado José Miguel Júdice, dizia que se tudo isto for verdade é algo de gravidade inaudita, ou coisa que o valha. Júdice pareceu-me uma virgem ofendida, daquelas que aparecem nos romances, como personagem de ficção.




ADITAMENTO em 13.10.17:

O CM de hoje publica mais 14 páginas com factos e notícias do processo. Na última página escreve que o Inenarrável vive uma vida de luxo no Parque das Nações. As despesas ultrapassam a pensão declarada mas ninguém se incomoda.

Estes dois factos, porém, chegam para chamar a atenção das personalidades que andam por aí a falar nas tv´s e que se isto acontecesse com Passos Coelho já os anões e silva todos tinham vindo à liça com resmas de papel impresso e horas de debates à ilharga para denunciar o "neoliberalismo" e a corrupção no Estado. Assim, limitam-se a esperar cinicamente pelo desfecho e pelas "provas clarinhas" como disse ontem outro que tal na tv da quadratura do círculo, de seu nome Jorge Coelho, queijeiro em Contenças.
Segundo este relato não há dúvidas de um facto: José Sócrates tinha um motorista ao seu serviço ( quem é que tem estas mordomias? O Passos tem?) . Pagava-lhe pouco mais que o salário mínimo, declarado no Fisco e na Segurança Social. Porém, pagava-lhe outro tanto "por fora", ou seja, sem descontar para o Fisco e a Segurança Social.

Por causa da Tecnoforma que nem sequer tem comparação com isto, os cerejos todos de Portugal mais as artsy artsy do jornal Púclico e afins, indignaram-se e escreveram laudas de vitupérios ao comportamento do Passos que afinal se averiguou nada ter de ilegal.

Pois neste caso escreveram zero. Zero, em comportamento, por isso. E isto é um crime aqui evidenciado, de fraude fiscal, doloso porque não pode ser de outro modo, neste caso.

Há pessoas condenadas em Portugal por factos menos graves que este, simples, aqui explanado para todos lerem. Nem é preciso ir à corrupção.


A circunstância de um ex-primeiro ministro, de governo com maioria absoluta e com os rabos de palha que se lhe conhecem há anos também não desarmam os anões e silva que por aí pululam, no Expresso, no Público, no Diário de Notícias e noutras locas infectas.

O tipo vivia notoriamente acima das possibilidades. E daí?,  perguntam eles, tirando apenas a ilação política de que lhe ficava mal e agora dá mau aspecto...mas o resto, nicles. Não concluem nada, porque precisam de "provas clarinhas" como dizia o de Contenças, o rei dos chico-espertos de Portugal.

Nem lhes incomoda o que diz e escreve o editorialista do CM: somos nós quem paga isto tudo. Os que pagam impostos, directos e indirectos. E não incomoda por uma simples razão: também beneficiaram do esquema. Directa ou indirectamente.
O de Contenças foi para a Mota-Engil, lutar pelos TGV´s e pelas auto-estradas em triplicado e coisas que tais. Os outros, contentaram-se com avenças.

Quanto à dona Lourenço, antiga apparatchick de Sócrates e do PS, na SIC , anda agora a convidar o ilustrérrimo advogado Manuel Magalhães e Silva, co.fundador do PS, para debater estes magnos assuntos e dizer mal do Ministério Público de que aliás faz parte ao mais alto nível, o CSMP.

E para terminar uma crónica de Joana Amaral Dias, no CM de hoje que denota algo simples: é fácil enganar muita gente durante algum tempo; pouca gente durante muito tempo mas ninguém o tempo todo.

Esta cronista, antiga bloquista, já percebeu, mas ainda há muita gente que não quer perceber e julga que as explicações sobre "empréstimos" são eficazes como prova de inocência.

quarta-feira, 11 de outubro de 2017

Um poster em que as moscas já pousaram

Nos anos setenta do século passado a malta nova gostava de "posters" que se publicavam em revistas e jornais e que serviam para forrar paredes de quartos.

No início da década havia uma revista alemã, de música popular,  chamada Pop e que se vendia em Portugal provavelmente por causa disso: costumava trazer um poster gigante, desdobrável e dos artistas em voga. Esta é de Novembro de 1971:



Na Inglaterra o jornal Disc de 15 de Julho de 1972 trazia uma página a anunciar os posters disponíveis:


Um deles era do inevitável Che que agora efemerizou os 50 anos da sua morte na Bolívia, executado sumariamente por aqueles a quem perseguia em modo terrorista.
Che foi um assassino comunista que se tornou símbolo da "Revolução" e ainda hoje é  exaltado e lembrado por isso.

Em 1975, por cá, apareceu este poster que comprei e coloquei também a forrar parede, junto a uma janela e iluminado por uma luz directa, coada com papel de celofane vermelho para realçar o efeito. Era empolgante e terá sido isso que conduziu muita gente a um logro do qual muitos também ainda se não libertaram.

Este poster tem por isso 42 anos e está já estragado pelo tempo e pelas moscas que nele pousaram. 

domingo, 8 de outubro de 2017

O sistema mediático comunga da corrupção

O sistema mediático não gosta de Passos Coelho e todos deveríamos perceber a razão. Eduardo Cintra Torres enuncia duas no CM de hoje: por não ter "salvo" Ricardo Salgado e por garantir uma independência do MºPº depois do inenarrável Pinto Monteiro.

Há mais razões e António Mota enunciou uma delas, ontem no mesmíssimo Expresso, loca infecta da corrupção sistémica: Passos cortou efectivamente nas rendas dessa chulice empresarial por conta do Estado. Mas não o suficiente e foi essa uma das razões que o liquidaram politicamente.


O sistema mediático e o sistema político corrupto darão o poder a Rui Rio para este garantir a manutenção do status quo. Uma das condições será o apoio ao sistema mediático por parte do Estado. Aposto que Rio já se comprometeu.

Entretanto para amenizar, esta página humorística do jornal com legendas que frequentemente me fazem  rir.  Não sei quem as escreve  mas são muito bem achadas, por vezes.



sábado, 7 de outubro de 2017

Não é nada meu! Não é nada meu...

 Daqui:

O Ministério Público mandou arrestar imóveis que acredita pertencerem a José Sócrates, para assegurar que o Estado poderá ser ressarcido caso o antigo primeiro-ministro venha a ser condenado na Operação Marquês. A notícia foi avançada, este sábado, pelo Expresso, e Sócrates já reagiu. Em conferência de imprensa, diz que a decisão do Ministério Público “não tem nenhum fundamento”.

O antigo primeiro-ministro acusa ainda o Ministério Público de “abuso de poder” e “violência gratuita” e garante que os imóveis arrestados “não são nem nunca foram” seus, cita o Expresso. “Não há nem houve nada de errado que envolva estas propriedades. O arresto de imóveis não tem nenhum fundamento, a não ser esconder o vazio deste processo”, acrescenta.




Salazar e a Pátria

De um livro de Joaquim Vieira, publicado em 2010, sobre Maria de Jesus Caetano Freire, governanta de Salazar, podemos obter um retrato de uma certa intimidade de Salazar, além do mais certificada pelas próprias palavras do mesmo:






 As imagens substituem muitas palavras:






Estas fotos poderiam ser de qualquer família de classe média, em Portugal, nessa época. 

Quanto a Salazar e ao que pensava e escrevia sobre a Pátria, aqui ficam recortes do livro "Não discutimos a Pátria" , uma antologia de textos de Salazar organizada e prefaciada por Eduardo Freitas da Costa, um dos grandes salazaristas.





Não oferece qualquer dúvida que Salazar entendia os territórios ultramarinos como fazendo parte da Nação portuguesa ( "agregado social diferenciado, independente, soberano, estatuindo como entende, a roganização e divisão do seu território, sem distinção de situação geográfica que nós consideramos, administramos, dirigimos as colónias portuguesas", escrevia em 1 de Junho de 1933). Mesmo considerando-os como colónias. 

"Um só corpo territorial e político".  "A universalidade de ideia e de acção no curso da evolução católica e europeia, dirigido à elevação material e moral da nossa espécie, eis a característica da história da  nossa Pátria".

Parece-me ser esta a ideia fundamental de Salazar sobre a Pátria, o nacionalismo e o desiderato de Portugal.